A Secretaria da Saúde - Prefeitura de Lages iniciou, nesta terceira semana de janeiro de 2026, o oferecimento do Implanon, método contraceptivo subdérmico de longa duração. A implantação do serviço faz um divisor de águas em relação às políticas de planejamento familiar e cuidado integral à saúde da mulher no município.
Lages recebeu 588 implantes enviados pelo Ministério da Saúde (MS), passando agora à rede pública do município em benefício das mulheres. E, para garantir o uso seguro e adequado, a Secretaria da Saúde elaborou um protocolo técnico que define critérios de prioridade, considerando faixa etária, condições clínicas e situações de vulnerabilidade social. O documento segue diretrizes nacionais de segurança e boas práticas para que o método seja disponibilizado de forma responsável.
O acesso ao contraceptivo ocorre mediante consulta de planejamento familiar na Unidade Básica de Saúde (UBS), com médico ou enfermeira. Nesta avaliação, verifica-se a necessidade do método conforme o quadro clínico e o contexto da paciente. As mulheres que atendem aos critérios têm seus dados inseridos no Sistema de Regulação (Sisreg), do Ministério da Saúde (MS), seguindo-se a classificação definida pelo protocolo municipal.
A prioridade inicial de implantação contempla mulheres em situação de alta vulnerabilidade social, puérperas de alto risco na última gestação, mulheres com transtornos mentais graves e severos, Síndrome de Down, entre outros. O Implanon não é indicado para mulheres grávidas, com histórico de câncer hormônio-dependente, trombose venosa ativa, doença hepática grave, alergia aos componentes ou sangramento vaginal sem diagnóstico.
O Implanon, um implante de etonogestrel, com quatro centímetros de comprimento, inserido sob a pele do braço. Proteção contraceptiva por até três anos. Reversível e apresenta uma das menores taxas de falha entre os métodos disponíveis, inferior a 0,05%. Como pode acontecer com o uso de todos os métodos à base de progesterona, o uso do implante pode alterar o padrão menstrual e apresentar alguns efeitos adversos.
De alta eficácia, o método contribui para o planejamento familiar e à autonomia reprodutiva das mulheres. No entanto, não protege contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), sendo recomendado o uso de preservativos em todas as relações sexuais.
Política pública de cuidado e planejamento reprodutivo de maior cobertura. “Atender às necessidades reais da população, bem como atuar para a conscientização a respeito do planejamento familiar, como são perfis da administração pública sob comando da prefeita Carmen Zanotto, está permanentemente nos alinhamentos da Secretaria da Saúde. A inclusão deste novo método consolida este compromisso”, reitera a secretária da Saúde, Rose Cristina Possato.
Texto: Silvana Mateus
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