Entre arte, reflexão e conscientização, o hall da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) se transformou em um espaço de valorização da saúde mental, da inclusão social e do cuidado em liberdade. A “Mostra da Luta Antimanicomial e 25 anos da Lei 10.216/2001 - Por uma sociedade sem manicômios: Cuidado em liberdade”, promovida pela Prefeitura de Lages, por intermédio da Secretaria Municipal da Saúde e da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), movimentou a Universidade entre os dias 18 e 22 de maio, reunindo estudantes, profissionais, pessoas usuárias da rede pública de saúde e a comunidade em uma programação voltada ao diálogo, à cultura e à conscientização. O Dia Nacional da Luta Antimanicomial é celebrado em 18 de maio.
A secretária municipal da Saúde, Rose Cristina Possato, marca a importância de consolidar ações de conscientização e acolhimento na área da saúde mental no município. “Em Lages, temos avançado no aprimoramento da Rede de Atenção Psicossocial, ampliando o acesso aos serviços e promovendo ações que valorizam o cuidado em liberdade. Este trabalho acontece com o apoio e incentivo da prefeita Carmen Zanotto, que tem priorizado investimentos e políticas públicas direcionadas à saúde e à qualidade de vida da população.”
A programação reuniu diferentes atividades pertinentes à conscientização e ao diálogo sobre saúde mental. Entre os destaques estiveram a linha do tempo da Reforma Psiquiátrica, a história da Luta Antimanicomial e o mapa da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) do município de Lages.
O público também pôde prestigiar a exposição de obras do artista Miguel Borges de Chaves, morador do Serviço Residencial Terapêutico (SRT) da cidade. As produções evidenciam a arte como instrumento de expressão, acolhimento e inclusão social, além de pontuarem a importância do cuidado com a saúde emocional e da valorização da autonomia e da dignidade das pessoas em sofrimento psíquico.
A estudante Maria Clara Ribeiro destaca a importância da Mostra para expandir a reflexão sobre saúde mental e cuidado humanizado. “Achei muito interessante conhecer a história e os avanços conquistados ao longo dos anos na saúde mental. A exposição nos faz refletir sobre a importância do respeito, do acolhimento e do cuidado humanizado com as pessoas”, ressalta.
Aberta ao público, a ação proporcionou momentos de diálogo, troca de experiências e conscientização sobre as políticas públicas de saúde mental. A iniciativa também frisa a defesa do cuidado humanizado, do acolhimento em liberdade e da garantia de direitos das pessoas atendidas pela rede municipal de saúde mental.
Texto e fotos: Silvana Mateus