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Seminário de experiências e trabalhos compartilha resultados positivos da Rede Cegonha em Lages e na Serra Catarinense
30/05/2019
O principal público são as gestantes e seu parceiro, puérperas e bebês a fim de garantir assistência e cuidado longitudinal de qualidade / Fotos: Marcelo Pakinha

A Rede Cegonha na Serra de Santa Catarina é considerada referência pelos trabalhos desenvolvidos para as demais regiões do Estado

Um dia inteiro dedicado para a troca de informações, valorização, incentivo e motivação dos profissionais que atuam na Rede Cegonha. Além de compartilhar informações técnicas e de conhecimentos entre os 18 municípios que compõem a estrutura de atendimento, e comemorar os seis anos de implantação deste importante programa de saúde. Assim foi o I Seminário de Experiências Exitosas da Rede Cegonha Serra Catarinense, realizado nesta quarta-feira (29 de maio) na Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac).

A Rede Cegonha tem o intuito de garantir atendimento humanizado a todas as mulheres. Está inserida na discussão de Rede de Atenção em Saúde (RAS), que tem como objetivo promover a integração das ações e serviços de saúde para possibilitar uma atenção eficiente e de qualidade em todos os pontos de atenção, com foco na satisfação dos usuários, e a melhoria dos indicadores de morbimortalidade materno-infantil.

Em 2013 a Rede Cegonha foi implantada na Serra Catarinense por meio de um Plano Regional, e depois em cada município, formando assim, o grupo condutor e habilitando serviços como pré-natal de risco habitual, pré-natal de alto risco, assistência ao puerpério, neonatologia, leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) obstétrico, sala de parto e leito canguru.

 De acordo com a coordenadora regional da Rede Cegonha, Daniela Rosa de Oliveira, o momento é de comemoração pelos resultados alcançados. “Em 2014 nossa taxa de mortalidade infantil de Lages era de 15,79 para cada mil nascidos vivos e na Serra 17,41. Estes números eram comparados com estados da região Nordeste do país. Após a implementação da Rede Cegonha conseguimos melhorar muito. Em 2018 na região o número está em 12,98 e em Lages em 9,8 a cada mil crianças nascidas vivas”, comentou.

A melhoria nos resultados da taxa de mortalidade infantil fez com que se elevassem também os números do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da cidade e região.  “Em 23 anos jamais se chegou a um dígito na mortalidade infantil como ocorreu em Lages”, enfatizou a coordenadora.

O vice-prefeito Juliano Polese, a secretária municipal de Saúde, Odila Waldrich e demais autoridades municipais estiveram presentes no ato de abertura do Seminário.

Reconhecimento do Trabalho

O trabalho realizado em Lages e na região Serrana já é considerado referência pela Secretaria de Estado da Saúde. Neste sentido A Rede Cegonha Serra Catarinense foi elencada como grupo de trabalho para região na implantação do PlanificaSUS, proposta  da região da Serra em ser o programa piloto de Santa Catarina  no projeto com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde e Hospital Israelita Albert Einsten, de São Paulo.

Trabalho em rede

São diversos órgãos e instituições parceiros da Rede Cegonha em Lages e na região. Cerca de 1.400 profissionais estão mobilizados nas ações multidisciplinares deste programa de saúde.

O trabalho do Comitê de Transmissão Vertical foi criado no tratamento e combate aos casos de diagnóstico de sífilis congênita, uma das causas de mortalidade infantil.

Segundo a representante da 26ª Gerencia Regional de Saúde, Joana Israel Romagna, as medidas do Comitê contribuem para o monitoramento das ações de prevenção e controle da transmissão vertical da sífilis, trazendo melhorias para o acompanhamento de pré-natal e puericultura.

Já a dentista Georgea Parizzi, salientou que o acompanhamento odontológico no pré-natal é realizado na rede municipal de Saúde em Lages e na região. Esta é uma ação que também contribui para a queda na taxa da mortalidade infantil. “Este é um trabalho muito importante de forma interdisciplinar para bem atender à população”.

Público-alvo da Rede Cegonha

O principal público são as gestantes e seu parceiro, puérperas e bebês a fim de garantir assistência e cuidado longitudinal de qualidade. Há investimentos nos profissionais da Saúde da Atenção Básica, rede hospitalar e especializada, como enfermeiros, enfermeiros obstetras, médicos da família e obstetras, cirurgião dentista, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, educadores físicos, nutricionistas, técnicos de enfermagem, técnicos e auxiliares de saúde bucal, Agentes Comunitários de Saúde (ACSs), e coordenadores e gestores de saúde.

A Rede Cegonha Serra Catarinense atua nos 18 municípios  (Anita Garibaldi, Bom Jardim da Serra, Bocaina do Sul, Bom Retiro, Campo Belo do Sul, Capão Alto, Cerro Negro, Correia Pinto, Painel, Palmeira, Ponte Alta, Rio Rufino, Otacílio Costa, Lages, São José do Cerrito, São Joaquim, Urubici e Urupema).

Neste último ano a atuação é mais intensa em Lages. Fazem parte 13 profissionais, entre enfermeiras, enfermeiras obstetras, médica, cirurgião dentista, psicóloga e assistente social. A coordenação está localizada na Secretaria Municipal da Saúde, na Praça Leoberto Leal. O grupo se reúne no Centro de Estudo e Assistência à Saúde da Mulher (Ceasm), Hospital Infantil Seara do Bem (Hisb), e na Regional ou realiza visitas técnicas nos municípios junto às equipes. O contato é redecegonhaserracatarinense@gmail.com.

Texto: Ari Junior / Colaboração: Daniele Mendes de Melo

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